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« fevereiro 2006 | Main | abril 2006 » março 28, 2006 O jantar de Março dos ex-alunos está marcado para esta 5ª feira, dia 30 de Março, às 20:30. Restaurante: março 17, 2006 Em uma cidade do interior, viviam duas mulheres que tinham o mesmo nome: Flávia. março 07, 2006 Portugal foi um dos países penalizados nos primeiros sete anos de existéncia da moeda única europeia, enquanto outros, como a Irlanda, beneficiaram com o euro Um estudo do laboratório de economia Bruegel, em Bruxelas, feito pelos economistas Jean Pisani-Ferry e Alan Ahearne, divulgado domingo, explica que nos países em que as diferenças entre as taxas de inflação e de crescimento económico face aos outros Estados membros foram persistentes, depois da adesão Á União Económico e Monetária, houve variações significativas das taxas de câmbio real. A taxa de câmbio real é o valor da moeda descontada a inflação. Portugal, que manteve taxas de inflação muito altas entre 1999 e 2005 (de 2,3 a 4,4%), e uma quase constante divergéncia real de crescimento face aos parceiros, a taxa de câmbio real subiu 30%, retirando competitividade Á s suas exportações. A economia portuguesa não conseguiu compensar esta valorização do câmbio real com a melhoria da produtividade, como fez a Irlanda, pelo que tem sido penalizada nos mercados externos, concluem os economistas. A quota de mercado das exportações portuguesas tem vindo a cair ao longo dos últimos anos. A perspectiva de entrada no euro permitiu a Portugal experimentar um período de forte crescimento económico, sustentado sobretudo pelo consumo, beneficiando da descida sucessiva das taxas de juro e do aumento do crédito. No entanto, os «sérios erros de política» que foram cometidos, dizem os economistas que fizeram o estudo, acabaram por penalizar a economia. Refere o documento que Portugal desleixou-se na condução da política orçamental, com o Estado a continuar a alargar o ritmo de crescimento das despesas, o que agravou a dívida externa e dificultou o crescimento da actividade económica. A política orçamental expansionista adoptada foi exactamente o contrário do que devia ter sido feito, consideram no estudo. Para os dois economistas, a lição dos primeiros sete anos do euro é a de que a vigilância sobre as condições do pacto orçamental que une países da União Europeia (Pacto de Estabilidade e Crescimento) é excessiva, pecando por falta de atenção Á política económica dos Estados membros. |
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